TRANSFERENCIA PSICANALITICA GRUPAL - I
Conquanto se propôs o que é a transferência na clínica psicanalítica, segue o teorizar sobre o que é a transferência grupal. A transferência no que é a análise dos grupos, teve sua própria conceitualização, mas o tema ainda não foi suficientemente debatido desde os ambientes coletivos ou virtuais.
Esta é uma especialização da aplicabilidade da transferencia psicanalítica. Desta feita, torna-se especial para uma abordagem diferencial em monografias ou pesquisas para TCC. Portanto, é um prazer para a AC Monografia e Monografias Prontas abordar este tema neste artigo.
Uma das razões é a tendência no ambiente virtual, a privilegiar a particular relação polar entre o agente ativo (o que ensina, o que expõe) – agente passivo (o que lê, o que responde, o que aprende), com as ferramentas assincrônicas do sistema.
Tanto no trabalho grupal como individual se apresentam mecanismos como o deslocamento, projeção, inversão, negação e outros, que se constroem a partir da resistência e se atualizam na transferência.
É por isso que a resistência é abordada como tudo o que põe obstáculos o trabalho de acesso ao inconsciente em qualquer trabalho terapêutico, também é definido como uma manifestação própria do tratamento porque substitui a rememoração pela repetição, apresentando-se como transgressão da regra da associação livre.
Segundo Lacan, a resistência é transferência, a qual se especifica no discurso que é dirigido ao terapeuta. É por isso que o manejo da transferência se constitui na mais poderosa ferramenta do trabalho terapêutico, tentando por meio da verbalização a emergência de material reprimido e portanto inconsciente, para conseguir sua simbolização. Tal abordagem é muito eficiente e ocorre muitas vezes, seja na prática psicanalítica, em outras formas relacionais, mesmo entre o aluno que faz sua monografia e o orientador do TCC
Nos grupos, a transferência cobra similar importância, isto é, o manejo que dela realize o terapeuta ou o docente possibilitará a circulação e elaboração de significantes que girem num grupo.
O ideal do eu (analista) onde por instantes se projetam fantasias, ideais, ilusões, aludem finalmente ao desconhecimento sobre a castração do sujeito, no reconhecimento de que se está em falta e que vai mais além do que é a semelhança, a identidade ao outro. No grupo esta se vive por que há existência de visão, visão que os sujeitos dão e ao mesmo tempo recebem dos demais.
Daqui seria possível desprender o fato de que a presença ou ausência de visão no grupo e em análise cobrem a importância decisiva para a elaboração, isto dado pela forma como o outro devolve ao sujeito sua própria mensagem, acelerando ou retardando uma resposta deste. Num grupo, a posição ocupada por quem coordena é o que marca a diferença entre este fenômeno (grupo) e a massa. Por isto, a partir de vários elementos que apresentam tais fenômenos, pode estabelecer-se em que radica a diferença, a qual se postula a partir da identificação.
No texto “Psicologia das massas e análises do Eu” Freud aborda o conceito da identificação e a importância desta na estruturação do sujeito, localizando-a como ponto fundamental na constituição da massa, considerando esta como uma subjetivação de um fato social, o qual é o resultado de uma reunião de indivíduos e estabelece as condições que levam ao sujeito a fazer massa, sendo o subjetivo a essência e seu princípio material.
Por isso afirma que massa é o que o sujeito não pode deixar de fazer, pela condição de sê-lo, já que desde o mesmo começo o Outro está implicado na vida anímica dele, seja como modelo, objeto, auxiliar ou adversário e por isso dentro da massa, o individual não existe.
Para sua explicação se alude à presença de um novo instinto, o gregário. Este opera desde o começo na família, o qual se explica a partir da teoria psicanalítica da identificação onde está a base da constituição do sujeito e sua possibilidade de ser.
É com respeito à massa psicológica, como ser provisório composto de elementos heterogêneos unidos por um instante, que Freud propõe o que enlaça uns a outros. Mostra os dois aspectos importantes na constituição da massa: o contágio e a sugestionabilidade.
Com respeito à massa Le Bon propõe como a partir do anonimato desaparece o sentimento de responsabilidade cedendo aos instintos pelo qual na massa todo interesse individual é sacrificado pelo interesse coletivo e onde o sujeito não tem consciência de seus atos.
Faz referência à massa como o reprimido inconsciente por que o sujeito se situa num lugar que lhe permite suprimir as repressões de suas tendências inconscientes, permitindo assim que os novos caracteres que manifesta sejam exteriorizações do inconsciente individual e explica a perda da responsabilidade pelo fato de ser a angústia social o nódulo da consciência moral.
Postaremos a segunda parte deste artigo, realizada pela Monografia AD e monografias de suporte

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