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Monografia TCC Pronta

03/09/2008 GMT 1

TRANSFERENCIA PSICANALITICA GRUPAL - II parte

monografiaad @ 06:40

Esta é a segunda parte do artigo envolvendo o funcionamento do processo de transferência, a partir de um enfoque psicanalítico, em um grupo

. Da mesma forma, esta segunda parte foi trazida pela Alpha Monografia de suporte teorico para TCC

É aqui onde Freud introduz ao líder como fonte de sugestão primitiva, reforçada pelo contágio que os indivíduos exercem mutuamente.

A pessoa estabelece uma dupla relação na massa: com o líder e com os outros da massa; sendo o líder, o que possibilita que cada indivíduo possa confraternizar com os outros e suspender o encontro a agressividade, o qual se dá pelo amor, que é o único sentimento que a contém nas multidões.

Os sujeitos fazem massa quando por efeito da sugestão se identificam com o líder como semelhante, é uma relação especular de eu a eu, onde prima o amor para o líder, o que permite inibir a agressividade com os outros membros da massa.

Segundo Sergio Larriera, quem propôs os conceitos de trança, corrente e nodo, e quem retoma a Freud nas estruturas de Eu ideal e ideal do Eu que se põem em jogo na identificação; ressalta como o sujeito da massa se encontra num estado de idealização, de máximo alheamento. Faz uma diferenciação entre situação grupal e situação de massa, mostrando que na primeira há uma característica singularizada e numerável e na outra se propõe o outro como inumerável.

Faz-se necessário precisar que a identificação está na base de todo fenômeno coletivo mas é na forma de relacionar-se o sujeito com o outro como se define o grupo e a massa. No grupo é possível falar de um fantasma coletivo enquanto os corpos desmembráveis de cada sujeito são articuláveis entre si.

Este fantasma tem uma estrutura imaginária cujo suporte discursivo permite discernir a posição de cada sujeito dos que constituem o grupo.

É no fenômeno da massa que a identificação cobra dois sentidos: um dirigido ao líder ao qual se considera diferente, ideal, modelo, guia. O líder, desde um lugar imaginário, é esse Outro completo, com o qual os outros procuram completar-se.

Coloca-se no ideal do eu, conseguindo a identificação que constitui ao eu ideal. Por outro lado se dá a identificação aos demais membros da massa, todos se identificam com todos em sua situação incompleta, procurando completar-se no líder. A identificação de todos a este dá conta da única relação possível do sujeito aos outros da massa, já que é o único diferenciável da mesma.

No grupo a identificação se dá entre seus membros, identificação baseada na semelhança dada sua falta de completitude e na busca de deste estado entre eles, isto é, todos são objeto de completitude imaginária para os outros.

Para mostrar a forma como se dão as identificações num grupo se pode recorrer à figura topológica do Nó Borromeu apresentado por Lacan, que faz uso deste para exemplificar a forma como inter-relacionam três sujeitos.

Para que se apresente o Nó é necessária uma mudança essencial, mudança possibilitada pelo terapeuta. É um movimento que se realiza de uma estrutura de corrente a uma de nodo, onde a função principal na corrente recai sobre o elo central, lugar que ocuparia o terapeuta.

A diferença do Nó, conceito unido à noção de estrutura, isto é, onde nenhum dos elementos que o conformam pode discernir-se sua importância, já que estes não têm função particular como tais, senão que cobram tal importância em função da estrutura.

O nó reúne três círculos, onde nenhum deles ocupa uma posição privilegiada sobre os demais. Não ocorre isto na corrente, já que nela o elo central ocupa uma posição tão essencial, que de chegar a soltar-se, se soltarão os dois restantes.

Assim, já se tem uma excelente base para a realização de uma monografia, como forma de pesquisa de base teórica para que você realize seu próprio TCC ou sua monografia

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